Terça ao meio dia e meia
Uma hora livre e o sol a convidar: não havia nenhuma razão para não dar um salto à esplanada. Nadou para terra, sentou-se e pediu um fino. Não sabia muito bem como tinha ido ali parar, nem o caminho de volta, mas Dinis sentia-se bem naquele lugar, como se aquela terra pudesse ser sua também. «Podia habituar-me a isto.», pensou, sem que tivessem trazido ainda o seu pedido.
Subitamente, o tumulto que despontou por trás de si alvoroçou o calor pachorrento da manhã que findava. Toda a esplanada era agora percorrida por gritos de pânico e correrias histéricas. Levantou-se como pôde, estremecido por aquele bulício. Ainda tentou, sem sucesso, inqurir a empregada acerca do tempo que tinha passado e do seu fino que não viera. Nada a fazer.
Resignado, Dinis regressou à praia e mergulhou de novo no mar.